quarta-feira, 31 de março de 2010

psicodelícia


Mas ela tem toda uma história, de viver com os olhos fechados... Não fala nada com nada, e quando abre os olhos fica vislumbrada com o percevejo que entra pela janela. Na verdade, ela se apaixona, e descobre que se tocar nele fede... Desde então não fechou mais os olhos e vive a perceber e percebe tudo.

Lila Gondim

4 comentários:

  1. Meu olhar não percebeu o desenho numa só dimensão plana e retilínea; o desenho está e não está na superfície do papel. Num primeiro olhar percebi as dimensões das cores – laranja, vermelho, o preto ciliar e o contorno azul dos olhos – em seguida um rosto-se formou na página verticalmente listrada (um caderno!), e me levou à dimensão textual, onde as palavras, remetendo a histórias em quadrinhos – saltam da página para comunicar em letras infantis arredondadas a existência de cores além cores. Em seguida sou abduzido por uma flor psicodélica ao centro do olhar da página, para então retornar a dimensão na qual escrevo e ver o desenho como um todo quadridimensional.

    ResponderExcluir
  2. Entende-se muito o que poucos enxergam. Enxerga-se além do que minhas linhas tentam dizer. Coisas coloridas, rabiscadas, desenhos de pensamentos que flutuam enquanto tiram essas mesmas conclusões, sem ao certo saber até onde vão chegar, e chegam aqui na liberdade de expressão entendida. =]

    ResponderExcluir
  3. (...)“Na china, já antes da era cristã, tinham os seus sábios o sentimento de vitalidade espacial: Vazio e oco – eis aí palavras e idéias que repugnam aos nossos instintos. Mas Lao-tse é amigo da idéia de espaço, e faz dela uma boa companheira; ele se absorve nas utilizações do vazio. Modela-se o barro, fazendo um vaso; a utilidade deste depende de seu interior oco. Para fazer uma casa, abrem-se portas e janelas; a utilidade da casa depende dos espaços vazios. Assim, é o inexistente nas coisas que lhes dá utilidade.”

    Trecho da Tese "Da natureza afetiva da forma na obra de arte", do crítico de arte Mário Pedrosa.

    ResponderExcluir
  4. "Quando você cria algo, você participa da existência, você permite que a existência flua por meio de você." - Osho

    ResponderExcluir

Libertários

Baú