segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

::: A arte da revolução :::

O Piquenique com ARTE é a revolução do comum em andamento.

Livre das diretrizes dos poderes oficiais e de apoios interessados e interesseiros é o resultado de múltiplas ações da própria sociedade que mostra por a + b + c + d (etc.) que é possível existir e produzir a vida sem as velhas determinações do poder institucionalizado.

O piquenique não opera na lógica dos eventos. É um acontecimento. Existe não porque alguém quer exista, mas existe porque forças coletivas ao se encontrarem potencializam sua atualização.

Não há marcas, bandeiras, símbolos, representações externas ao próprio acontecimento. O acontecimento é o próprio acontecimento, é o encontro alegre dos corpos com a arte, com a natureza, com os alimentos: uma nova política portanto: uma política de afirmação da vida e do que é - e deve ser sempre - comum a todos.

Este acontecimento aponta para a possibilidades de construção de uma sociedade livre do enquadramento do capital. Sim, um singelo piquenique é um exercício ético, estético e político de uma nova sociedade que, ao invés de ser controlada e determinada por um direito de papel e sempre exterior às práticas, produz na prática o direito do comum que é um direito pleno e real à vida, ao alimento, à natureza, aos espaços. Ou seja, um outro modo de produção bem distinto do modo de produção capitalista é possível.

O Piquenique com Arte é um COMUNISMO e, a partir dele, podemos imaginar dezenas, centenas, milhares de pequenas revoluções comunistas moleculares a potencializar cada um/uma em suas múltiplas relações com a sociedade e com a natureza. A luta não é, portanto, apenas por mais cultura, mas também por mais direitos, por moradia, por tarifa zero, pelas minorias, por ação afirmativa, por renda, por consumo equilibrado e qualificado, pela natureza, pela água, pela mobilidade urbana, pelo direito à cidade, pela produção do comum, pelo bem viver.

Quem sabe num pôr do sol destes encontraremos (e nos reencontraremos) - sem apagar nossas singularidades - em uma estrada sem catracas para a igualdade e para liberdade!

[J.G 02 02 2014 - Dia de Iemanjá]

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